quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012


Galápagos - poesias de degredo


ROTINA

Olhos atentos ao conteúdo da meditação,
Pelos outdoors que avistam pela rua,

O sabor da cidade grande é inspiração,
No ônibus de faces estranhas e tão nuas,

Pessoas que transitam na oportunidade,
Do trabalho donde são os autores da vida,

Pernas que caminham na imensa infinidade,
Que se paralisam no sinal da avenida,

Rostos suados no mundo leitor,
Gravitando na busca dura e subjacente,

A rotina do pão de cada dia no labor,
No livro sem fantasias e sem precedente,

Do ser humano na luta é o autor,
Duma história diária repetente.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012


GALÁPAGOS - POESIAS DE DEGREDO
imagem:
A PRAÇA ASSISTIU


A praça da matriz assistiu passar mentes vãs,
Todas são orgulhosas e fazem mil loucuras,


Um poeta sentado no banco da praça na manhã,
Ver o canto dos pombos revoarem com doçura,


Majestosa a praça menina é prazer e luxo,
Contenta-se tão pouco sem apelação futura,


Ouve a doce lira das pessoas em refluxo,
No vai e vem do homem que procura,


O café que é sangue da amada virgem,
Tida como troféu ou talismã diário,


A praça assistiu a tudo com vertigem,
As árvores desfolharem em vibração,


Sob o balançar dos ventos as harmonias,
Sentindo o egoísmo da oxigena mutação.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

GALÁPAGOS - POESIAS DE DEGREDO
imagem: 
BATALHA DE GIGANTES


Marataoan e Longá, amantes a beijar a linda Barras,
Como dois súditos servindo fiel a doce cidade,
Como namorados de uma novela tão repentina,
Que provando seus amores com fidelidade,


São dois bravos valentes numa cena de glória,
Na batalha avançada dos versos cantados,
No teatro da natureza cenário da vitória,
Que sofrem seus amores no leito calado,

E escrevem a história como dois escritores,
Sobre a capital mesopotâmia nos lindos versos,
De loucos visionários na sombra dos reversos,


Do amor pela cidade encanto dos amores,
No romance de capítulos ensaiados do verde,
Para refletir exuberantes para teus leitores.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012



DAS PALAVRAS

                   Na exaltação do poema que fiz a Barras,
                        Quanto à inspiração do verso falta um negócio,
                                    Que só não é esmola porque a mente ensina,
                                                 No troca-troca da rima perfeita que não é ócio.


                                                 Que se troca e troca as palavras no poema,
                                    Fazendo um favor ao bolso ou ao salário,
                       Trocando o troco que sobrou por um tema,
                   E o tema que é pouco, mas muito fadário.

domingo, 19 de fevereiro de 2012



Galápagos - poesias de degredo

RIMA PERFEITA

Sou o poeta que se lançou ao sol de Barras,
Sol que rompe a treva maldita da melancolia,

De uma tristeza que menti e que ensina,
E retrata na página primeira que escrevia,

A folha de papel que se rasgou feito o sudário,
De uns versos jogados no túmulo do lixeiro,

Amassados na rima que não encaixou no sumário,
E dissiparam-se do pensamento feito nevoeiro,

Ao raiar da aurora surgindo no caminho,
Do doce encanto do lápis adormecido,

Que bailou na noite riscando sozinho,
O papel debochando o verso ante esquecido,

Nas longas horas o punho já vencido,
Na mente do poeta a rima que vinha sorrindo.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

POESIAS DE GALÁPAGOS - POESIAS DE DEGREDO




BARRAS


Barras que nutre na mente
a inspiração,
nos versos convulsivos
que arde e inflama,
Na sombra esvaecida do teu
ventre de emoção,
Dos amores de um poeta que
glorifica e te ama,
Resvalando o teu marataoan
nas friezas do Longá,
Do encontro dos rios que
são águas da saudade,

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012