VER O ENTARDECER
Da beira rio do marataoan ao cair do sol bem reclinado,
Vi o pescador do fio tão vagaroso do outro lado madornando,
Depois do crepúsculo macilento que ia roncando,
Pelas ondas em cristas onduladas no desaguado,
Do cimento a beira do porto do fio são rabiscos,
De uma visão exuberante de lembranças,
Do fim do entardecer despir as esperanças,
Daquele povo no barco zarpado tão arisco,
Onde o canoeiro remava e roncava intermitente,
Arregalando as águas por onde passava,
Abrindo caminho lançando tão somente,
No refúgio do remo que muito cortava,
O orgulho do rio que reinava tão inerte,
Cuspindo as baforadas do cigarro e fumaçava.

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