BARRAS, UMA FONTE DE INICIATIVA POÉTICA.
Barras e seus encantos. Barras e seus casarões, suas ruas, sua gente e o lindo cenário como componentes de inspiração a iniciativa poética. Essa composição do cenário barrense é uma constante de rica e literária fonte de inspiração para a iniciativa da arte poética de poetas e escritores.
Esta inspiração a iniciativa poética não se limita ao estreito círculo do tablado eixo imaginação-terra-povo-cenário — Essa arte poética na terra dos governadores vai além da rampa do contexto social de um povo, com um rico território, e uma linda natureza.
A poesia tendo Barras como cenário está perfeitamente educada com o contexto social ou com a imaginação do autor? A resposta é positiva quando se junta às duas respostas. Barras é na essência uma poesia, uma poesia avançada no tempo, em seu povo, com um tablado balbuciante em que a arte poética é resumida aos poucos que sentem este anacronismo dominante e literato, uma possibilidade intelectual.
Na terra dos intelectuais há uma interna relação entre a fonte de inspiração literária e outro - a linda cidade. A iniciativa poética na terra dos governadores é algo metafórico, pois o literato deve ter uma mira única: a produção poética tendo a cidade como iniciativa poética.
Demonstrar aos iniciados na arte da literatura sobre as verdades e as concepções da arte e ter Barras como fonte de iniciativa poética é; conduzir os espíritos de jovens barrenses a flutuar nas belezas dessa linda terra e contrair a platéia de anônimos literatos à esfera dessas concepções literárias e dessas verdades absolutas.
Barras que gesta a harmonia recíproca nas direções que acontece o que literatos buscam e o talento nunca se acha arredada no caminho desse paraíso poético. Aqui nessa terra mesopotâmica há um completo deslocamento: a arte poética não se divorcia do público.
Entre a rampa da iniciativa poética desse lugar e a platéia literária de uma Academia de Letras estacionada no tempo há um vácuo imenso de que nem um nem outra se apercebe e uns poucos sentem o sabor desse labor poético que é seara abundante.
Barras é uma poesia ainda dominada pela impressão de uma atmosfera tímida de amantes da poesia, da boa literatura, de uma literatura genuinamente barrense, dissipada hoje no verdadeiro mundo da arte, o mundo da terra dos intelectuais — não podemos sentir claramente as condições vitais para uma nova esfera literária, um novo tempo para a literatura barrense que parece encerrar o espírito moderno desse rico povo.
Ora, à Arte Poética nessa linda terra ainda não consegue tocar a exploração dos novos mares literários que se lhe apresentam nesse lindo horizonte marataoan, assim como abrir o gradual véu da imaginação poética ao mundo da literatura piauiense, mas urgente, ao longe dos olhos do nosso público barrense.
Nossa cidade de Barras clama por uma iniciativa poética firme e fecunda tendo como cenário seu elixir in natura necessário à situação de uma literatura; a iniciativa poética folheia a ambos, a arte moderna desse povo com toda as relações sociais que são os ingredientes precisamos na atualidade.
Hoje há mais pretensões, creio eu, de metodizar uma luta na escola, e estabelecer a concorrência de dois princípios. É claro ou é simples que a arte literária barrense não pode aberrar das condições atuais da sociedade para perder-se no mundo labiríntico das abstrações fora de nossas escolas.
O incentivo literário é para o povo barrense e tem como berço, a escola. Ora, não se podem moralizar esses fatos como pura abstração em proveito da sociedade e da educação municipal; a arte não deve desvairar-se no doido infinito das concepções ideais, mas identificar-se com o fundo das massas, dos jovens, dos professores fieis incentivadores dessa iniciativa poética.
Incentivar, criar mecanismos, acompanhar o aluno barrense em seus diversos movimentos dentro da sala de aula, nos vários modos da sua atividade é criar meios de iniciativa poética e de propagar uma literatura que se perdeu no tempo-espaço.
Tendo esse incentivo a arte literária existente em nossa terra é adicionar-lhe uma partícula, uma das forças mais produtivas com que conta a sociedade barrense em sua marcha de progresso ascendente na literatura piauiense.
A reforma da arte poética estende-se até nós e parece dominar definitivamente uma fração da sociedade barrense. Mas isso é o resultado de um esforço isolado operando por um grupo de homens. Não tem ação larga sobre a sociedade literária de nossa terra, nossa gente.
Esse esforço tem-se mantido e produzido os mais belos efeitos; inoculou-se em algumas artérias o sangue das novas idéias literárias, mas não o pôde ainda fazer relativamente a todo o corpo social.
Não há aqui em Barras uma iniciativa direta e relacionada com todos os outros grupos e filhos da arte. A ação sobre o povo barrense limita-se a um círculo tão pequeno que dificilmente faria resvalar os novos dogmas em todas as direções sociais.


Nenhum comentário:
Postar um comentário