Falta aos leitores barrenses: o hábito da leitura.
O hábito de ler um romance on line/ebook ou em formato de livro é uma temperatura literária que está abaixo de zero na cidade de Barras. Este clima romanesco de nossa “Terra dos Poetas”, que tanto aquece as imaginações dos autores barrenses, e faz brotar poetas/obras incomparáveis, quase não faz ondular como as ondas do marataoan, por um fenômeno, aliás, explicável. Falta o hábito da leitura.
Tornamos nós, como leitores preguiçosos ou os nossos espíritos críticos não dariam o valor correto aos que fazem produção literária?
É quase nulo, o movimento intelectual em Barras. Os livros que aparecem, são raros, poucos, os que se aproximam da realidade da terra dos poetas e governadores, nem sempre dignos de exame da crítica ou dos nossos leitores barrenses.
Há decerto, exceções tão esplêndidas quanto raras dos nossos escritores, e por isso mesmo mal compreendido pelos nossos presentes leitores, mas graças à ausência de uma opinião literária aguçada, nossos escritores semeiam suas artes literárias ao vento, aos babaçuais e carnaúbas.
Até onde irá essa situação da opinião literária de nossa Barras?
Nenhum leitor barrense pode dizê-lo, mas os meios de iniciar a reforma de nossos leitores para uma visão leitora da produção local que parecem-nos claros e símplices, e para achar o antídoto basta indicar a natureza do mal, o interesse de nossa gente, o hábito de leitura.
A nosso ver, há duas razões principais desta situação: uma de ordem material, outra de ordem intelectual.
A primeira, que se refere à impressão dos livros, certo?.
Á impressão cara, e de nenhum ou quase nada de lucro pecuniário, prende-se inteiramente. À segunda que é a falta de gosto formado no espírito do público barrense.
Com efeito, quando aparece entre nós um exótico leitor, nós escritores conseguimos carregá-lo nos braços, ninando, por meio das imaginações de outros mundos e isso é vantagem aos poetas/escritores barrenses, pela simples razão de que suas produções são aceitas, mas a formação de um público verdadeiro, um público que anseia as produções literárias é problemática e difícil.
A opinião de nossos leitores barrenses é o que devia sustentar o livro, o romance, a poesia e dar-lhe voga, coroá-los enfim no “Cenário Literário” de nossa terra, de nossa gente e esses autores como heróis, brilharem pela receptividade da obra.
Há um círculo limitado de leitores em Barras. Essa concorrência por desconhecer a literatura local é quase completa, e os livros que aparecem morrem nas alcovas literárias do não reconhecimento.
Não dizemos que isso aconteça com todos os livros produzidos, nem com todos os autores barrenses, mas a regra geral é essa. Se a receptividade de uma opinião literária de nossos leitores torna difícil a publicação dos livros, não é esse o menor dos seus inconvenientes na nossa terra dos governadores; há outro, de maior alcance, futuro cultural inexistente no hábito de ler e que se apodera dos leitores.
Na luta entre a vocação literária e a indiferença dos leitores, daqui se pode concluir que o escritor/poeta que trabalha literariamente, apesar dos obstáculos, merece duas vezes as bênçãos de nossa senhora da Conceição.
Um exemplo é o grande número de acessos ao blog de literatura barrense: apareceu há dias no blog: joaquimnetoferreira.blogspot. com ou Barrasliterária, um livro primoroso, caipira poderia se dizer, uma obra selada pelas reminiscências de um jovem talento, aliás agora conhecido.
“Terra de Marataoan”, um romance que está sendo lidos seus capítulos on line, os capítulos são apreciados e encontra o agasalho do leitor de todo o Piauí e de fora do Estado, uma humilde obra diriam alguns, mas daquelas que merece o troféu pela ousadia.
A respeito dela, mais detidamente, uma luta se inicia para publicá-la e deprime, pois na própria provinciana Barras que o poeta escolhe para ser a peça central do teatro, no romance não recebe estímulos dos leitores e literatos, por isso existem dificuldades em se promover ativamente, o resgate do movimento intelectual/cultural barrense;
Barras de marataoan já nos deu algumas produções de merecimento incontestável, e se o romance “Terra de Marataoan “, não naufragar no marataoan dos não-leitores, como todas as cousas boas de nossa cidade, pode-se esperar que ela contribua para levantar os espíritos dos autores barrenses do marasmo em que estão.
FONTE: TEXTO REPRODUZIDO ORIGINALMENTE DO PORTAL DE NOTÍCIAS 180GRAUS.COM/COLUNA ARTIGOS.
ACESSE O LINK:

Nenhum comentário:
Postar um comentário