sábado, 19 de maio de 2012

 SONHOS POÉTICOS - POESIAS DE CAMALHAÇO - 2001




MEIO-DIA


De repente, sinto arder,
O sol queima como fogo,
Escorre em minhas costas,
O sinal de meu trabalho.


Nas mãos ásperas, o rosto sofrido.
Nas roupas rasgadas,
A vida sofrida,
De ser um trabalhador.


A terra é leito a descansar,
Sobre o chão frio,
Ouço passos chegar,
E nem desconfio,


Que comecei a cochilar,
Depois de um “ranguinho”,
Que acabei de deliciar.


FUGACIDADE


Entre o barulho da cidade,
E o doce canto da floresta,
Há ainda um encanto que resta,
Dessa alegre felicidade.


O doce sabor dos campos,
É fel para não retirantes,
Onde a vida és mergulho de ambos,
neste lugar sufocante.


O imenso verde acende,
Os pássaros logo cantam,
E surge a aurora de repente.


Na frente de meus brilhantes,
A natureza a deflorar,
Com a nostalgia circundante.

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